quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Natal



Boa noite á todos.



Antes de tudo deixar claro que eu não paro de trabalhar por festas de finais de ano, e meu motivo é que vejo a passagem de ano como uma forma de renovar as esperanças, a força, a fé e esperar por um mundo melhor, o que na realidade é um equívoco, o mundo continuará o mesmo, quem deve mudar somos nós.



Quero abordar hoje um assunto que pelo que vejo um pouco polêmico, percebo muitas pessoas com mágoas de outras, querendo buscar a ajuda somente nos trabalhos. Antes de qualquer coisa, precisamos perdoar o próximo.



Podemos dizer desde já que o perdão mantém a porta ventilada para o amor. Numa pessoa que perdoa, o amor transita livremente no seu coração. Seu coração é leve, é capaz de voar alto, respira ar puro.

Por outro lado, a partir do momento em que uma pessoa decide não perdoar começa a respirar um ar pesado no seu coração, passa a desconfiar de todo mundo, fecha-se, passa a ser corroída pela mágoa e o amor vai se esfriando.

E Jesus foi bem claro na sua pregação ao estabelecer a relação entre o amor ao próximo e o amor a Deus: um influencia diretamente no outro. “Aquele que não ama seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê” (1Jo 4, 20). E como o amor e o perdão vão juntos, esta frase de Jesus poderia ser dita perfeitamente desta forma: “Aquele que não perdoa seu irmão, a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê”.

Ou seja: a pessoa que não perdoa corta o acesso que dá a Deus, não pode abrigar Deus no seu coração, não pode ter acesso ao Menino-Jesus no Natal.

Façamos o propósito, portanto, de tirar qualquer mágoa que esteja no nosso coração. Isto não significa que vamos chamar de certo o que está errado, mas significa que vamos compreender quem nos ofendeu ou ofendeu alguém a quem amamos, apesar de ter agido errado conosco ou com o próximo. Não vamos compreender o erro, mas vamos compreender quem errou.

Façamos o propósito também de pedir perdão a Deus de todos os nossos pecados que ainda estão no nosso coração. Por isso, uma das grandes recomendações do Natal é que façamos uma boa confissão.

Sou testemunha da alegria que as pessoas sentem quando se confessam. Sentem-se leves, com paz, com uma profunda paz, e com a certeza de estarem em harmonia com Deus. Vale a pena! Eu estarei esperando quem quiser se confessar neste Natal de braços abertos!

Agindo assim, já teremos percorrido um bom caminho que leva até a gruta de Belém. Os balbucios do Menino-Jesus já nos parecerão mais familiares e estaremos a um passo de abraçá-lo e festejar o seu nascimento.









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